quinta-feira, 8 de abril de 2010

Empresas de logística buscam crescer também fora do Brasil . fonte :http://www.dci.com.br

SÃO PAULO - As empresas de logística brasileiras começam a alçar novos voos e vislumbram explorar mercados internacionais, com plano de buscar terminais de contêineres fora do País para operar cargas que chegam principalmente na América do Sul. Este é o caso da Santos Brasil, empresa que obteve um faturamento de R$ 660 milhões no ano passado e tem a meta de alcançar crescimento de 10% em 2010. Outra empresa que também pretende ampliar seus horizontes no mercado internacional é a Tito Global Trade Services, provedora de serviços de logística internacional e comércio exterior que estuda instalar escritórios no Chile, no Peru e na China para atender à demanda de produtos chineses que anualmente recebe.

A Santos Brasil, que é a maior operadora de contêineres do País, de acordo com seu novo presidente, Antônio Carlos Sepúlveda, vislumbra a médio e longo prazo explorar terminais de contêirneres em países como Argentina, Chile e Peru, por exemplo. "A meta, ao explorar o mercado internacional, é justamente ampliar ainda mais o nosso foco de atuação. Começamos na América do Sul e ampliaremos para o mundo", comemorou Sepúlveda.

No mercado interno, a companhia também segue em ritmo de expansão, tanto que prevê aplicar R$ 137 milhões este ano, apenas para ampliar o novo terminal da empresa no Porto de Imbituba, em Santa Catarina. O local, que já opera parcialmente, possui dois guindastes, e estão para chegar outros dois até o ano que vem. "Imbituba será um porto moderno e com capacidade para receber navios maiores", afirmou Sepúlveda.

Além disso, o novo executivo da companhia afirmou que a Santos Brasil irá participar de todas as licitações que forem abertas para a construção de novos terminais. "Estamos interessados em ampliar nossos negócios; portanto, se houver uma licitação nós iremos participar", finalizou Sepúlveda.

Outro indicativo de que a área portuária no Brasil deverá ter um dos principais investimentos -para atender à crescente demanda da área de logística e assim evitar o medo do gargalo, que é o fantasma do segmento- veio do ministro dos Portos, Pedro Brito. Ele confirmou um aporte no setor, previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), de R$ 5,1 bilhões, dos quais R$ 3,7 bilhões serão destinados apenas à área de dragagem de portos como os de Imbituba, em Santa Catarina, Porto Areia Branca (RN), Porto Rio Grande (RS) e o Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. "Essas obras fazem parte de um planejamento da secretaria para melhorar a infraestrutura portuária no Brasil", disse o ministro.

De acordo com Brito, presente ontem na abertura da feira Intermodal, que acontece até o dia 8 deste mês no Transamérica Expo Center, em São Paulo, serão aplicados, ainda do montante de R$ 5,1 bilhões do PAC-2, cerca de R$ 500 milhões apenas na área de inteligência em logística - parte de tecnologia da informação (TI), softwares e fim da burocratização com uso contínuo de papéis, com a meta de digitalizar todo o serviço.

A Codesp, que administra o Porto de Santos, o maior da América Latina, por exemplo, terá ainda uma ajuda financeira de R$ 1,5 bilhão, afirmou ontem o ministro dos Portos. Esse valor também virá de uma fatia do PAC-2 destinada a acesso ao porto e aprofundamento do canal, entre outros serviços. "Todas essas obras irão tanto melhorar o acesso ao Porto de Santos como ampliar ainda mais a capacidade do porto", comentou Brito.

Já a empresa Tito pretende encerrar 2010 com um crescimento de 24% nos negócios, já que em 2009 a empresa amargou uma queda de 12,8% em seu faturamento, em relação ao ano anterior. Entretanto, o presidente da companhia, Hermeto Bermúdez, disse que este ano a empresa investirá US$ 600 mil no fortalecimento das unidades comerciais, tanto no Brasil quanto no mundo. "Vamos criar equipes de vendas em cada país de atuação. Queremos ampliar nossa presença junto aos parceiros atuais, prospectando também o aumento da carteira de clientes. Nosso investimento será feito em pessoas e em processos", disse Bermúdez.

O presidente da empresa também comentou que estuda a abertura de novas filiais em outros países. "Temos interesse em abrir filiais no Chile, no Peru e na China, onde temos representantes comerciais", finalizou Bermúdez.

Carga aérea

Na carga aérea, a TAM Cargo registrou queda de 7,5% em 2009, frente ao resultado do ano anterior, faturando R$ 936 milhões. Neste ano, a previsão é retomar os valores obtidos no ano de 2008 e alcançar uma expansão de aproximadamente 10%. Com um projeto que prevê economizar 35% no tempo do embarque e desembarque das mercadorias aéreas, a empresa desenvolveu uma nova embalagem com liga metálica interna.

Com planos de crescer e ampliar seus negócios, duas empresas brasileiras do setor logístico miram o mercado exterior para instalar terminais de contêineres e desembaraço aduaneiro. Este é o caso da empresa Santos Brasil, que pretende instalar terminais de contêineres na América do Sul. "Estamos interessados em ampliar nossos negócios; se houver uma licitação, nós iremos participar", garantiu ontem o presidente da empresa, Antônio Carlos Sepúlveda.

A Tito Global Trade Services, que já atua no exterior com serviços em logística e comércio exterior, estuda ampliar seus escritórios para Chile, Peru, e China a fim de atender a forte demanda originária do exterior. "Temos interesse em abrir filiais nesses países, onde já contamos com representantes comerciais", diz Hermeto Bermúdez, presidente da Tito.

Outro indicativo de que a área portuária deverá ter um dos principais investimentos para atender à demanda partiu do ministro dos Portos, Pedro Brito, que confirmou o investimento de R$ 5,1 bilhões vindos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) na área de portos. "Essas obras fazem parte de um planejamento da secretaria para melhorar a infraestrutura portuária no Brasil", comentou Brito.

Logística Multimodal: Standard Logística investe R$ 42 milhões em SP, PR e RS fonte: Notícias Transporta Brasil

A Standard Logística, operadora especializada em logística intermodal frigorificada, cresce, em média, 55% ao ano, com Unidades de Armazenagem e Terminais Intermodais nos principais estados brasileiros, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Ao todo, eles somam
mais de 90 mil posições paletes.
Somente em 2010, a empresa direcionou investimentos de R$ 42 milhões para sua nova unidade em Cambé (PR), construção do Terminal Intermodal Rodoferroviário em Cubatão (SP), ampliação de estrutura em Esteio (RS) e aquisição de frota própria de caminhões.
Somente na construção de uma Unidade de Armazenagem Frigorificada em Cambé (PR), a Standard está investindo R$ 15 milhões.
Inicialmente, são 5 mil posições paletes. No segundo momento do projeto,esse número sobe para 15 mil.
A Unidade está localizada na mesma área onde já opera o Terminal Intermodal Rodo ferroviário, o que potencializará as operações através do transporte ferroviário em parceria com a ALL.
Parceria essa que permitirá ao exportador escoar sua carga para os portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) já liberadas pelo Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (REDEX) para facilitar as operações.
O investimento anunciado para o Terminal Rodo ferroviário na cidade de Cubatão (SP) é de R$ 13 milhões para a construção de um desvio ferroviário.
Essa obra faz parte do Corredor Intermodal que liga Mato Grosso a São Paulo, cujas operações foram iniciadas no segundo semestre de 2009.
Os procedimentos para a implantação do Terminal Intermodal Ferroviário em Cubatão já estão em fase avançada. O relatório ambiental, que contempla a construção de uma ponte sobre o Rio Perequê e as análises de interferência à Rodovia e aos dutos próximos, já foi concluído. A expectativa é que ele
entre em operação ainda no segundo semestre de 2010. Com isso, a companhia projeta a duplicação do movimento de cargas. São R$ 7 milhões destinados à ampliação da estrutura da Unidade da empresa
em esteio (RS). Com isso, serão adicionados 6.500 novas posições paletes em armazenagem frigorificada, totalizando 25 mil posições paletes para o atendimento dos mercados interno e externo.
Outros R$ 7 milhões foram direcionados para a aquisição de frota própria de caminhões modelos Worker 9-150 E e Constellation 15.180, leve e semipesado com capacidade volumétrica 20 a 30% maior que a oferecida no mercado.
A nova frota, que entra em operação já no mês de maio, é habilitada para transportar carga em três temperaturas: seca, resfriada e congelada. Para o tal, os caminhões contam com sistema de tecnologia embarcada para controle de risco, rastreadores e gerenciamento logístico. Essa tecnologia possibilita obter informações instantâneas sobre temperatura, tempo de parada e abertura de portas.
Por: Bruno Martins - Redação Portal Transporta Brasil - Direto da Intermodal 2010

Aqces Logística adquire parte da Ultracargo . Fonte: news Tecnologistica

Operador desembolsou R$ 82 milhões pelas divisões de armazenagem de sólidos, transporte rodoviário e logística interna da Ultrapar
A Aqces Logística, marca que nasceu em novembro do ano passado a partir da aquisição da Barci Cargo e da Barci Transportes pela gestora de fundos de investimento Green Capital, divulga mais uma compra.
A recém-criada operadora desembolsou R$ 82 milhões por três divisões da Ultracargo, pertencente à Ultrapar.
"Por iniciativa do próprio grupo, que queria enxugar alguns negócios de seu portfólio, nós participamos de uma concorrência e assumimos as áreas de armazenagem de sólidos, transporte rodoviário e logística interna da empresa", explica Roberto Vidal, diretor-presidente da Aqces.
Assinado no último dia 31, o contrato inclui duas bases operacionais, em Camaçari (BA) e Mauá (SP), 12 filiais e mais cinco armazéns pelo país.
Também fazem parte do negócio os cerca de 650 colaboradores e a frota de 650 veículos, além de uma carteira com aproximadamente 40 clientes ativos e operações duradouras.
A compra desses ativos obedece à estratégia da Aqces divulgada no momento de sua inauguração. "A aquisição dessas divisões da Ultracargo foi muito importante para nós, mas não será necessariamente a única que faremos este ano", garante o executivo, informando que agora começa a segunda fase da
aquisição, a parte burocrática, que deverá ser concluída em 90 dias.
Vidal afirma que a previsão de faturamento da Aqces este ano é de R$ 250 milhões e, a meta é chegar a R$ 1 bilhão até 2014, sem precisar, porém, qual a porcentagem desse valor correspondente às aquisições.
Para o executivo, este mercado está em franca expansão e nem o fato de competir com players grandes e tradicionais representa uma ameaça. "Claro que o segmento conta com representantes fortes já, mas há ainda muito espaço para crescimento e transformação, de forma que mais vai se destacar a empresa que contar com um melhor modelo de negócio", aposta.
www.aqces.com.br

Logística de Transporte: Lançamento de Livro sobre Barreiras Fiscais no TransporteFonte: Transporta Brasil

O Portal Transporta Brasil faz sua estréia em feiras na edição 2010 da Intermodal South America, evento que acontece de 6 a 8 de abril na cidade de São Paulo, no Transamérica Expo Center.
Entre as novidades do portal na feira está a divulgação do livro "Barreiras Fiscais Estaduais: um Entrave Logístico", obra de autoria do advogado especialista em transportes e logística Adauto Bentivegna Filho que trata dos postos fiscais localizadas nas fronteiras dos Estados brasileiros e o entrave que eles causam à logística do País.
O livro é uma iniciativa do SETCESP, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São e Região, com apoio do Portal Transporta Brasil, e é fruto do trabalho de Adauto em uma viagem por todo o Brasil para verificar a situação das barreiras.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Logística em Foco: Plataforma Logística no oeste do Paraná

Governo do Paraná se mexendo...

O vice-governador Orlando Peste se reuniu nesta terça-feira (23), em
Curitiba, com prefeitos e representantes do Pacto Oeste (formado por 11
municípios) para discutir a consolidação e ampliação dos transportes
ferroviário, hidroviário, rodoviário e aeroviário da região. A proposta é
trabalhar o eixo Cascavel-Guaíra, onde o Estado já tem investido. "É um
grande trabalho de desenvolvimento regional e metropolitano em uma das
regiões mais produtivas de cereais, produtos pecuários e da agroindústria",
afirmou Pessuti.

Está em estudo a construção de uma plataforma logística que tem como ponto
central o município de Guaíra, cuja localização, segundo Pessuti, é
estratégica. "A cidade está próxima ao Rio Paraná, às margens do Rio Ivaí,
aos departamentos paraguaios de Canyndeyú e Salto de Guairá e do Mato Grosso
do Sul. É, portanto, uma região estratégica para desenvolvermos logística e
transporte, fomentando o desenvolvimento do Estado", argumentou.

Com apoio do Governo do Estado e do Governo Federal, os municípios do Pacto
Oeste afirmam ser importante os investimentos na integração da hidrovia
Tietê – Paraná, na expansão da Ferroeste, na melhoria nas rodovias BR-277 e
BR-163 e na base aeroportuária de cargas. "Guaíra está em um centro
estratégico que permite o cadenciamento de mercadorias. Este módulo vai
integrar a região Oeste do Paraná, o eixo do Paraguai que vai de Salto del
Guairá até Assunção, e o Trópico de Capricórnio, que envolve Paraguai,
Chile, Argentina, Brasil e Uruguai", explicou o coordenador técnico do Pacto
Oeste, Josemar Ganho.

Neste sentido, o Governo do Estado investe na ampliação da Ferroeste, a
ferrovia pública paranaense, que vai interligar toda a região Sul e o Mato
Grosso do Sul. "Há um compromisso do Governo do Estado de investir na
ampliação da ferrovia de Cascavel até Guaíra e, de lá, até Maracaju (Mato
Grosso do Sul). Os estudos são feitos pela Secretaria do Desenvolvimento
Urbano, dos Transportes e da Ciência e Tecnologia", disse Pessuti.

O projeto de fortalecer a logística e o transporte na região Oeste ganhou
força a partir da observação do cenário internacional, conforme explicou
Josemar. "O cenário aponta para mais consumo de proteína animal por conta da
ascensão de nova classe média na Índia e na China e pressão da demanda por
comida no Oriente Médio. Sendo assim, haverá aumento na demanda por grãos,
gado, frango e suíno, produtos fortes na região Oeste", disse.

Para discutir a realização desses projetos, haverá uma reunião no dia 30 de
março, em Brasília. Estarão reunidos técnicos da Secretaria de Estado do
Desenvolvimento Urbano, das prefeituras da região Oeste e do governo
federal, conforme disse o secretário Forte Netto. Participarão também
empresários estrangeiros que têm interesse em financiar o projeto da
plataforma logística de transporte. "Traremos as considerações e propostas
para discutir com o Governo do Paraná como poderá ser feito o trabalho",
afirmou Forte Netto.

O Pacto Oeste é composto por 11 municípios do eixo Cascavel-Guaíra: Assis
Chateaubriand, Cascavel, Guaíra, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Mercedes,
Nova Santa Rosa, Palotina, Quatro Pontes, Terra Roxa e Toledo. Foi criado em
2008 e, desde então, os municípios vêm debatendo projetos prioritários, que
incluem transporte e logística. "Criamos um Plano Diretor Integrado com
suporte técnico para mapear essas demandas, integrando pequenos e grandes
projetos que vão trazer qualidade de vida, geração de emprego e renda e
desenvolvimento econômico e social", afirmou a coordenadora da Microrregião
de Cascavel, Inês de Paula.

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/

Postado por
Domingo Martin

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Notícias Logisticas: Previsão de Crescimento de condomínios Logísticos em 2010 - Fonte : Revista LOGWEB ed 96

Apesar de o setor imobiliário ter sido afetado pela crise no último ano, os condomínios logísticos mantiveram a caminhada de crescimento no Brasil, por conta das vantagens e facilidades que podem oferecer aos locatários, que sempre buscam menores custos e melhorias em suas operações Nesta matéria especial da revista Logweb, empresas que disponibilizam condomínios logísticos comentam que, por conta da atratividade deste tipo de empreendimento que há alguns anos apresenta uma forte tendência no país, o
setor se portou muito bem diante do cenário de crise mundial que o mundo viveu no último ano.
O que torna os condomínios logísticos atrativos, segundo os entrevistados, é que as empresas locatárias têm buscado,principalmente, reduções nos custos fixos e segurança em suas operações, aspectos que são os diferenciais deste tipo de empreendimento, que ainda oferecem a vantagem das ótimas localizações, geralmente próximas de importantes rodovias e aeroportos.
Tendência se consolida
Do ponto de vista de Renata Catena, diretora-executiva da Catena&Castro (Fone: 11 3048.4033), a tendência para o futuro industrial e produtivo do Brasil cada vez mais se firma na necessidade de instalação de condomínios industriais e logísticos em centros que permitam o escoamento da produção e se localizem em locais próximos a centros consumidores e pólos de escoamento favoráveis, tanto econômica como logisticamente.
"Levando em consideração estes fatores, temos a certeza de que os centros de capitais e suas imediações, além de terem um custo muito elevado de aquisição, ou possuem problemas de restrição de circulação ou de segurança, bem como, normalmente, um custo de mão de obra muito elevado, além de insumos muito mais custosos economicamente", analisa Renata.
Segundo Rodrigo Demeterco, diretor-presidente da Capital Realty (Fone: 41 2169.6850), em 2009 o setor imobiliário foi bastante afetado pela crise econômica mundial. Por outro lado, o segmento de infraestrutura logística sofreu menores impactos e iniciou o segundo semestre com grande agitação.
"Transportadoras e operadores logísticos se viram obrigados a baixar seus custos fixos de operações. Sendo assim, supriram suas necessidades através dos condomínios logísticos, uma vez que estão localizados estrategicamente em amplos e modernos espaços para armazenagem, oferecendo segurança nas operações, infraestrutura completa e custos baixos" comenta Demeterco. No início do último ano, a Capital Realty disponibilizou um armazém modular e conquistou três grandes clientes: Iron Mountain, Exata Logística e
Standard Logística. Devido ao grande sucesso, a empresa resolveu oferecer mais 13.000 m² de área construída que estarão disponíveis ainda em 2010. Por sua vez, Guilherme Rossi Cuppoloni, sócio-diretor da GR Properties (Fone: 11 3709.2660), revela que poucos projetos novos foram iniciados no ano passado no segmento de condomínios logísticos, mas projetos que já estavam em construção foram concluídos e a maioria deles foi locada para empresas de primeira linha. Em 2009, a GR Properties iniciou a construção do GR Jundiaí, SP, condomínio fechado com 21 galpões modulares com área entre 1.800 e 2.000 m² cada, num
total de 40.000 m² locáveis. Este empreendimento será entregue a partir de maio de 2010. Também no ano passado, a GR adquiriu um terreno em Campinas, SP, para a construção de 16 galpões de 1.500 m² cada, num total de 24.000 m² locáveis, no empreendimento GR Campinas, que terá sua construção concluída
no quarto trimestre de 2010. Segundo análise de Carlos Corsini, sócio-diretor da INI2 (Fone: 19 3251.2388), o mercado de galpões logísticos tem gerado uma valorização expressiva nos terrenos que são destinados a este tipo de empreendimento, pois tem atraído um grande número de investidores que buscam diversificar os seus investimentos em imóveis. "Este tipo de empreendimento tem demonstrado ser um investimento com pouca taxa de vacância, garantindo segurança e crescente valorização", explica.
Sobre o desempenho da INI2 em 2009, ele destaca que a empresa entregou ao mercado o Flex Buildings, que é um híbrido de galpões e escritórios, que vai ao encontro do atual cenário empresarial brasileiro. "Com o projeto, a INI2 buscou soluções irreverentes para atender de maneira competitiva ao mercado e à nova realidade econômica mundial. O empreendimento pode receber Call Center, escritórios, sedes corporativas, laboratórios, pequenas linhas de montagem de componentes eletrônicos, logística fina, entre outros", revela.
Já Gabriel Raad, diretor da Construtora Laguna (Fone: 41 3259.1800), ressalta que o início do último ano foi ruim, mas no segundo semestre houve um reaquecimento das demandas por espaços. "Entregamos, em fevereiro de 2009, o nosso primeiro condomínio logístico, localizado em São Carlos, SP.
Nosso primeiro cliente é a Electrolux do Brasil, que ocupa uma área de aproximadamente 23.000 m²", informa.Por parte da Retha (Fone: 11 4777.9800), Vanuza Dias, da área de marketing, e Marino Mário, diretor comercial, enfatizam que nos últimos cinco anos os empreendimentos industriais e logísticos têm sido uma tendência, e em 2009 não foi diferente. "Esta tendência aumentou muito", afirmam.
Conforme explicação dos representantes da Retha, do lado dos investidores, a dificuldade de encontrar bons terrenos, tanto em localização como em preço, faz com que grandes áreas sejam transformadas em condomínios, abrigando várias empresas de diversos segmentos em um só local; e do lado do cliente,
que é o inquilino, a busca de redução de custo fixo e segurança em suas operações consolidam esta tendência.
Sobre o desempenho específico da Retha no último ano, eles apontam que a taxa de vacância nos condomínios administrados pela empresa diminuiu muito.
"Com a forte demanda do segmento em 2009, a Retha agregou ao grupo uma empresa incorporadora, a TerraMar Incorporações, que atua exclusivamente no desenvolvimento de condomínios industriais e logísticos, com módulos múltiplos a partir de 800 m²", destaca Vanuza.
De acordo com Mário, isto possibilitou o avanço de dois projetos que estavam em andamento: um em Itapevi, SP, na Rodovia Castelo Branco, com oito galpões já totalmente vendidos e entrega prevista para o inicio de 2011; e outro em Louveira, SP, que prevê 33 galpões, que serão divididos em duas fases, sendo
a primeira com 14 galpões, com entrega prevista para setembro de 2011.
Mais projetos
Conforme conta Rossi, da GR, projetos que estavam parados desde 2008 em função da crise econômica mundial serão retomados e o mercado irá disponibilizar, a partir do quarto trimestre de 2010, novos empreendimentos prontos para locação. Além disso, como a retomada da demanda por novos
espaços pelos locatários já teve início neste começo de ano, os empreendimentos que serão concluídos no primeiro semestre de 2010 terão uma absorção garantida, em função da baixa oferta.
Sobre as expectativas específicas da GR, ele comenta que neste ano a empresa terá os condomínios GR Jundiaí e GR Campinas prontos e disponíveis para ocupação. Além destes empreendimentos, a empresa está em fase final de negociação de terrenos em Guarulhos e na Rodovia Régis Bittencourt, ambos para projetos de condomínios fechados de galpões modulares, nos moldes dos projetos anteriores em Jundiaí e Campinas.
Por sua vez, Mário, da Retha, conta que a perspectiva para 2010 é de surgimento de novos condomínios, já que desde o ano passado, para atender à demanda, muitos projetos saíram do papel. "Isto nada mais é que o mercado atento à tendência de condomínios industriais e logísticos", observa. "Nossa expectativa é que o mercado siga em ritmo de crescimento, para que a Retha venha a dobrar, num prazo de cinco anos, o número de condomínios administrados", acrescenta Vanuza.
E por falar em tendência, Demeterco, da Capital Realty, entende que ao contrário de mercados já consolidados como o de escritórios corporativos, o conceito de condomínio logístico está no início de sua consolidação e vem obtendo sucesso em todo país. Para ele, este tipo de investimento é a nova tendência do mercado, pois as corporações conseguem diminuir seus custos fixos de operações e não precisam
reter o capital. Sendo assim, investem na produção para obter um retorno mais satisfatório para os negócios. "A tendência é que estes condomínios logísticos sejam estrategicamente localizados, possuam amplos e modernos espaços para armazenagem, serviços diversificados, infraestrutura e rateio de despesas comuns ao condomínio, como segurança, limpeza e manutenções, entre outras", explica o diretor-presidente da Capital Realty. Para 2010, a empresa espera finalizar sua expansão de novas áreas para armazenagem de carga seca, escritórios para transportadoras e ampliação do estacionamento de carretas e veículos leves no condomínio Mega Intermodal Esteio, no Rio Grande do Sul. "Queremos nos destacar ainda mais na Região
Sul do Brasil e atrair novos clientes", conta.
Por parte da Laguna, Raad diz que a perspectiva para este ano é bastante otimista. "Vemos que a oferta irá crescer bastante em virtude dos investimentos nacionais e, principalmente, internacionais no segmento. Mas
deverá haver um crescimento proporcional da demanda, por conta do cenário de crescimento econômico que o país se encontra", analisa, revelando que a empresa pretende dar continuidade ao desenvolvimento do condomínio de São Carlos, além de lançar um empreendimento em Curitiba, PR.Na visão de
Corsini, da INI2, o momento de aquecimento econômico no mercado interno possibilita demanda para os condomínios de galpões logísticos, principalmente pelo fato deste mercado trazer segurança para os
investidores. Ao que tudo indica, segundo ele, existe um mercado enorme a ser explorado, em vista da política de infraestrutura concentrar a logística de distribuição em rodovias, garantindo a demanda crescente com a perspectiva de aquecimento do mercado interno.Ainda em 2010, a INI2 almeja lançar mais dois Flex Buildings em São Paulo e, mais adiante, expandir este conceito para outras cidades como Curitiba e Porto Alegre, por exemplo.
Já a Catena&Castro, em março deste ano, deverá colocar em funcionamento o condomínio Golden Log Anhanguera, na cidade de Sumaré, SP. Este será o segundo dos dez condomínios que a empresa pretende lançar no Brasil com a marca Golden Log. O primeiro, em Belo Horizonte, MG, já foi totalmente
comercializado. Segundo a diretora-executiva da empresa, a infraestrutura do novo empreendimento, que conta com uma área de 430.000 m² e 66 lotes, dos quais 30% já foram comercializados, está concluída e a construção de galpões no local já está liberada. "O que falta para a inauguração é concluir as obras
de asfalto e portaria", revela Renata

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Logistica de Transporte : MRS Investe em logística. Fonte: Investimentos e Noticias

SÃO PAULO, 24 de fevereiro de 2010 - A MRS Logística comunicou nesta quarta-feira que está  desenvolvendo um projeto de substituição das locomotivas que operam no Sistema Cremalheira, localizado na Serra do Mar,entre São Paulo e Santos, com o objetivo de apoiar o crescimento do volume e aumentar a confiabilidade do transporte nos próximos anos.
Segundo a empresa, o valor investido na primeira fase do projeto está estimado em R$ 130 milhões, sendo que, atualmente, as locomotivas ainda estão em fase de detalhamento de projeto, com previsão de chegarem ao Brasil somente a partir do final de 2012.
A perspectiva é que a compra das novas locomotivas suporte o crescimento da produção estimado para este trecho, passando de 500 toneladas para 750 toneladas por viagem. A atual operação na Serra do Mar, que dá acesso ao Porto de Santos, transporta cerca de 7,5 milhões de toneladas por ano.
Com a 1ª fase da modernização do sistema, a capacidade passará, nos próximos sete anos, a 24 milhões de toneladas anuais (somadas as capacidades de subida e descida).
A MRS Logística ainda em estudo a possibilidade de realização de uma 2ª fase de investimentos que poderia elevar a capacidade do sistema para até 56 milhões de toneladas (somadas as capacidades de subida e descida). A realização desta 2ª fase dependerá da avaliação dos possíveis cenários de demanda futura.
(Redação - Agência IN)