Trecho da reportagem realizada Por: Leonardo Helou Doca de Andrade - Redação
Portal Transporta Brasil
Forte abraço a todos
"O mercado de trabalho para motoristas no transporte rodoviário de cargas
brasileiro é grande e carece cada vez mais de mão de obra qualificada. Com a
evolução dos quipamentos e a elaboração de projetos logísticos cada vez mais
complexos para atender aos clientes, a profissão ganhou grande destaque nos
últimos anos. Com pouca oferta de treinamento e capacitação específica para
motoristas de caminhão, o profissional passou a ser cada vez mais raro e as
empresas têm tido dificuldades para encontrar pessoas para suas operações.
As mulheres, figuras raras nas transportadoras há 10 anos, agora têm
preenchido uma lacuna importante neste mercado.
Na Braspress, um dos líderes nacionais na distribuição de encomendas
expressas, as mulheres são um quadro crescente nas operações, seja como
motoristas, seja como encarregadas de postos importantes nas etapas da
gigante produção da empresa. Na transportadora, 209 motoristas urbanas e 8
de carretas formam o time de 217 mulheres atrás do volante dos caminhões. Os
homens contabilizam 341.
O programa de contratação de mulheres motoristas começou há nove anos e,
segundo a Braspress o dia-a-dia das atividades mostrou que a empresa havia
encontrado um dos caminhos para o aumento da produtividade e da melhoria da
capacitação profissional no setor de Transporte Rodoviário de Cargas, além
de abrir espaço para as mulheres num competitivo mercado de trabalho.
"Nossos controles internos mostraram que as motoristas mulheres têm maiores
cuidados operacionais com os veículos colaborando para a manutenção dos
caminhões; sabem ser educadas nos relacionamentos com os clientes e no
trânsito são pacientes, o que levou a redução de batidas e dos custos de
manutenção, incluindo funilaria. Por isso, temos procurado incentivar a
participação dessas profissionais no Setor de Transportes, outrora
tradicional reduto de trabalho predominantemente masculino", conta o
diretor-presidente da Braspress, Urubatan Helou, que defende que competência
não tem sexo."
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